terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Felicidade

Primeira idéia que veio é de que vida é prazer! Então, pra me sentir viva era só seguir meus instintos e fazer valer meus desejos, nem que seja sentar na praia com um saco de biscoito globo na mão, um copo meio mate meio limão na outra, e um jornal me esperando para ser devorado.
Tenho pequenos prazeres relacionados à vida nesta cidade que são inabaláveis.

Pensando um pouco mais, me dei conta de que não são só os momentos de prazer que me fazem sentir viva, mas também quando choro ou sofro. Foi então que percebi que me sentir viva é estar em contato. Seja com meu vazio, minha dor, prazer ou alegria.
É antes de tudo me sentir plugada comigo mesma. Me sentir pulsando de dentro pra fora e de fora pra dentro.
Respeitar a linguagem do coração. Cessar o esforço da lógica e da razão, de tentar me convencer que não estou sentindo aquilo que estou sentindo. Simplesmente fazer a cabeça repousar no coração. Aceitá-lo, reverenciá-lo, como fazemos ao iniciarmos a prática da yoga, meditação ou oração. É o gesto do Namastê. Abaixar a cabeça em direção ao coração.
Nem sempre é fácil, principalmente se o coração está cheio de dúvidas e escasso de felicidade. Olhar o escuro dentro de nós também é fazer contato, e esse é um contato que dói. Sentir dor também é estar vivo, né? Caso contrário, fica todo mundo com aquela cara de quem tomou Prozac pra sempre! E isso definitivamente não é a minha idéia de felicidade.

Nenhum comentário: